04 outubro 2007

O Homem Contra o Meio-AmbienteO Homem Contra o Meio-Ambiente

Falar sobre o Meio Ambiente é conscientizar a humanidade.
Sabemos que o homem é o único animal capaz de raciocinar, e mudar o espaço em prol de suas necessidades. A história da humanidade revela-nos os acontecimentos devido às mudanças praticadas pela nossa espécie, onde modificar o espaço se tornou fundamental para nossa sobrevivência.
Percebemos a importância do espaço físico devido à vários fatores ligados à obsessão pelo domínio e pelo poder. Hoje vivemos reflexos dessa concepção de parte da humanidade em que era desejado ter para adquirir poder. Desses pensamentos em bases culturais podemos observar esse costume em nossa época. As concepções de certo ou errado mudaram e com isso mudaram também as formas como vêm nossa espécie.
A partir da exploração do homem pelo homem na busca de acumulação de bens de capital, tornou-se quase impossível voltar nos valores anteriormente seguidos pela espécie humana. Essa exploração desenfreada também se fez presente no espaço da natureza, no domínio como se o homem fosse o dono de tudo e de todos, destruindo, na ânsia de conseguir mais e mais, não observou que o mundo que estava a sua volta era seu lugar de habitação, de sobrevivência por isso não podia ser destruído.
Com o avanço da industrialização, e a conseqüente melhoria das condições de vida nestas áreas, os fluxos migratórios também se dirigiram nesta direção, causando uma concentração exagerada no entorno dos pólos industriais que não tinham suporte nem estrutura para receber tamanho contingente de novos habitantes. Esses complexos industriais baseados no lucro em demasia, foram construídos sem a preocupação com os efeitos que iriam causar no ar, na terra, nas águas e na natureza em geral, assim esses novos habitantes sofreram e ainda sofrem os efeitos desta destruição na própria pele.
Na descoberta dos malefícios que vieram a atacar os moradores destes grandes centros, começou-se a discutir internacionalmente uma solução pra amenizar esses efeitos, tratados foram escritos, acordos foram firmados, mas como sempre a maioria não foi cumprido. Nos países de terceiro mundo esses grandes complexos industriais continuam impunemente a desrespeitar as legislações de meio ambiente.
Como conseqüência de grandes quantidades de resíduos liberados na natureza, hoje observamos os efeitos e os malefícios que essas praticas irresponsáveis causaram em todo o mundo, como o derretimento das geleiras dos pólos, como a destruição da camada de ozônio, o aquecimento global , a anunciada elevação dos níveis dos mares, trazendo imensa preocupação pois a maioria da população da terra se encontra na periferia dos mares.
Em tudo isso o sistema capitalista desenvolve o papel de protagonista desta história sem fim. Pensando no lucro e no desenvolvimento, partindo da prática, de que tudo é explicado pelo fato da evolução e geração de capital o capitalismo ganha cada vez mais força, impulsionado pelo desejo despertado em nossos pensamentos, consumir, consumir, consumir. E a natureza é só mais um cenário que é desmontado quando não tem mais serventia.

Rafael Ferreira Conceição - Morsa

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